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alunos em projeto socioemocional no Jopa

JOPA integra formação socioemocional à rotina dos alunos

19/08/2026

Uma turma recebe novos colegas e precisa encontrar maneiras de acolhê-los. Em outro momento, estudantes precisam dividir tarefas, cumprir responsabilidades e resolver problemas para fazer uma atividade acontecer. Em uma competição esportiva, alunos de diferentes idades aprendem a respeitar ritmos e limitações.

São situações que fazem parte da rotina escolar, mas que também podem ensinar habilidades que acompanham o aluno por muitos anos. No Colégio João Paulo I (JOPA), o desenvolvimento socioemocional ocupa um lugar importante no projeto pedagógico e é trabalhado de forma contínua, desde os primeiros anos até o Ensino Médio.

A formação escolar envolve mais do que conteúdos acadêmicos. O colégio também é um espaço para desenvolver autonomia, responsabilidade e capacidade de fazer escolhas. Essa perspectiva está alinhada à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que contempla competências socioemocionais de forma integrada ao currículo e às experiências escolares.

Respeito a cada etapa

A forma de trabalhar as habilidades muda conforme o estudante cresce. Do 1º ao 5º ano, os alunos participam do programa O Líder em Mim. Nessa fase, o objetivo é ajudar a criança a compreender que suas atitudes têm consequências e que ela também possui responsabilidades.

A partir do 6º ano, o socioemocional passa a integrar a grade curricular até o 9º ano, com uma aula por semana. É uma etapa de transição, em que as relações ganham novas características e os estudantes começam a lidar com mais responsabilidades.

Entram nesse trabalho temas como empatia, bullying, relacionamentos, trabalho em grupo, protagonismo além de cidadania, direitos e deveres, Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e ECA Digital, por exemplo.

Um exemplo vivido no próprio colégio mostra como esse conteúdo pode aparecer na prática.

Uma turma do 7º ano, que já tinha seus grupos de amizade e relações estabelecidas, recebeu novos alunos. A situação exigiu um trabalho de acolhimento e adaptação, com reflexões sobre amizade, convivência e como receber quem chega a um grupo já formado. A situação permitiu trabalhar uma questão presente em diferentes momentos da vida: como receber o outro e ajudá-lo a se sentir parte de um grupo.

No Ensino Médio, o trabalho ganha outro enfoque. Com a aproximação de decisões relacionadas à faculdade, profissão e futuro, os estudantes passam a refletir mais sobre suas próprias características e escolhas.

É nesse momento que entra o Projeto de Vida, desenvolvido em uma aula semanal como disciplina eletiva e integrado ao material do sistema Anglo. O estudante é estimulado a pensar sobre o futuro, mas também sobre quem é, o que valoriza e quais caminhos fazem sentido para sua trajetória.

Praticar sempre

Uma parte importante do desenvolvimento socioemocional acontece em situações que não têm necessariamente o formato de uma aula. Na Festa Junina, por exemplo, os alunos do 9º ano e do 3º ano do Ensino Médio participam da organização de barracas, com atividades como correio elegante e venda de doces.

Para que tudo funcione, precisam dividir tarefas, organizar o trabalho, cumprir horários etc. A experiência transforma uma atividade coletiva em uma oportunidade para desenvolver cooperação, compromisso, organização e resolução de problemas.

No OliJOPA competição esportiva do colégio, as equipes são formadas por estudantes de diferentes etapas, colocando alunos maiores e menores para atuarem juntos. Os mais velhos precisam compreender que os menores têm outros ritmos e limitações. Em muitos casos, acabam assumindo uma posição de cuidado e referência. Os menores, por sua vez, criam vínculos com esses alunos e passam a enxergá-los como exemplos.

A Mostra Cultural traz ainda outro desafio: a exposição. Os estudantes precisam pesquisar e, muitas vezes, falar em público ou atuar diante de uma plateia. Para alguns, isso acontece naturalmente. Para outros, significa enfrentar timidez, nervosismo e insegurança.

São situações que trabalham habilidades como comunicação, confiança, e cooperação, ao mesmo tempo em que estão relacionadas ao conteúdo acadêmico.

Cidadania  

No JOPA, um dos projetos que coloca isso em prática é o Parlamento Jovem, iniciativa da Câmara Municipal de São Paulo que permite aos estudantes vivenciar o processo democrático e conhecer, na prática, o funcionamento do Poder Legislativo. Para participar, os alunos elaboram Projetos de Lei com propostas para melhorar a vida dos moradores da cidade, que são avaliados pela Câmara.

No projeto, os alunos do JOPA elaboram propostas de lei com orientação dos professores, a partir de questões que identificam na cidade. A experiência estimula os estudantes a pensar em soluções, defender suas ideias e desenvolver protagonismo, argumentação, escuta e responsabilidade.

“É muito importante que o colégio se preocupe com essa formação, porque ela vai ao encontro do que o aluno precisa. São aprendizados que eles levam para a vida. O objetivo é contribuir para a construção da identidade de cada um e ajudá-los a se prepararem para um futuro feliz, com valores”, afirma o coordenador José Guerra.

No JOPA, a formação humanista faz parte da trajetória do colégio, com uma proposta que valoriza o desenvolvimento integral do estudante e o prepara para conviver e crescer com valores que levem para a vida.

Veja mais: Competências Socioemocionais | Colégio João Paulo I


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