26/03/2025
Autoconhecimento, empatia, resiliência, cooperação e escuta ativa são competências que moldam a forma como crianças e adolescentes se relacionam com o mundo. Desenvolver essas habilidades em sala de aula é um passo essencial para que os estudantes consigam lidar com desafios, superar frustrações, construir vínculos saudáveis e tomar decisões com responsabilidade. Por isso, o papel dos professores vai muito além da transmissão de conteúdos: eles são figuras centrais na construção emocional dos alunos.
Ao promover atividades em grupo, estimular a participação ativa e valorizar o diálogo, os educadores criam oportunidades para que os estudantes compreendam suas emoções, reconheçam os sentimentos dos colegas e encontrem formas saudáveis de se expressar. Metodologias que favorecem a colaboração, como debates, projetos interdisciplinares e jogos cooperativos, fortalecem vínculos sociais e a capacidade de trabalhar em equipe.
No Colégio João Paulo I, de São Paulo, a atenção a esse tema faz parte da visão de formação integral. “Quando o ambiente escolar é seguro e acolhedor, os alunos se sentem mais confiantes para aprender, se posicionar e se desenvolver emocionalmente”, destaca Rosimeire Leme, diretora pedagógica da escola.
A construção dessas competências também depende da atuação dos professores como modelos de comportamento. A forma como eles conduzem conflitos, respondem às emoções dos alunos e acolhem diferentes pontos de vista serve de referência para os estudantes. Por isso, é essencial que recebam apoio e formação contínua para lidar com as demandas emocionais da turma e integrar esses conteúdos à prática pedagógica.
Fora da sala de aula, o envolvimento da família reforça os aprendizados. Estimular a criança a falar sobre o dia, ouvir suas opiniões com atenção e orientá-la a resolver problemas cotidianos com calma e empatia contribui para o fortalecimento emocional. A parceria entre escola e responsáveis é um fator decisivo para que o desenvolvimento dessas habilidades aconteça de forma sólida e contínua.
“Competências socioemocionais não se ensinam apenas com palavras, mas com vivências e exemplos”, reforça Rosimeire. Em um mundo cada vez mais dinâmico, marcado por transformações tecnológicas, mudanças sociais e novas exigências no mercado de trabalho, formar jovens preparados emocionalmente é um diferencial para a vida pessoal e profissional.
Esse tipo de preparo impacta diretamente o desempenho escolar. Estudantes que aprendem a lidar com frustrações, organizar o tempo, persistir em suas metas e manter o foco têm mais motivação e melhor rendimento acadêmico. Além disso, relacionam-se melhor com colegas, professores e familiares, o que favorece o clima escolar e o bem-estar coletivo. Para saber mais sobre competências socioemocionais, visite https://institutoayrtonsenna.org.br/educacao-socioemocional/ e https://www.correiobraziliense.com.br/euestudante/educacao-basica/2024/04/6846236-brasil-participa-de-pesquisa-da-ocde-sobre-habilidades-socioemocionais-dos-alunos.html